Assim como no filme de desenho animado “Os Sem Floresta”, estão nossas cidades. Grandes empreendimentos são construídos enquanto somos encurralados com limites determinados pelas construtoras. O filme retrata a sobrevivência de animais no seu habitat que, após sua hibernação, durante o inverno, se deparam com a extinção de quase toda a floresta para a construção de um condomínio de casas. Na cidade onde moro, Natal-RN, pode-se perceber a mesma situação, onde prédios tomam lugar do verde natural das matas e são substituídos por concreto.
Mesmo com a realidade descrita acima a busca pela futilidade é infinita diante da falta de importância dada à natureza. Todos querem o carro do ano, roupas da estação, casa na praia, apartamento com vista para o mar... Tanto querer e nenhuma consciência para o que realmente faz parte do que deve ser considerado necessário. Aprender a procurar informação sobre o que realmente é importante é o que falta para grande parte da população; informações sobre outros estados e países são mais procuradas e discutidas nas mesas dos bares, enquanto a cidade é degradada e esquecida pela população residente. Mas é muito cansativo procurar por melhorias e lutar por elas, é mais viável assistir Globo e passar horas na internet vendo as novidades polêmicas no Youtube, ao invés de visitar instituições como a SEMURB (Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo) e IDEMA (Instituto de Defesa do Meio Ambiente) para constatar a realização dos trabalhos divulgados em prol do meio ambiente e bem estar da população de Natal-RN.
Cada vez mais a vaidade impera sobre as pessoas, valorizam o que há de artificial e esquecem de preservar o natural.
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