HOMEM, UM MAL NECESSÁRIO

Desde a Revolução Industrial o homem projeta sua vida em relação às suas necessidades, criando artifícios que evoluem junto com o seu intelecto.
A partir do século XX o homem percebe que precisa de mais inovações para "prolongar vida animal", surgindo assim a artificialidade da vida. São inventadas ovelhas e órgãos de seres humanos, substituindo a vida que nos foi dada.




quarta-feira, 16 de abril de 2008

OS SEM FLORESTA

Assim como no filme de desenho animado “Os Sem Floresta”, estão nossas cidades. Grandes empreendimentos são construídos enquanto somos encurralados com limites determinados pelas construtoras. O filme retrata a sobrevivência de animais no seu habitat que, após sua hibernação, durante o inverno, se deparam com a extinção de quase toda a floresta para a construção de um condomínio de casas. Na cidade onde moro, Natal-RN, pode-se perceber a mesma situação, onde prédios tomam lugar do verde natural das matas e são substituídos por concreto.

Mesmo com a realidade descrita acima a busca pela futilidade é infinita diante da falta de importância dada à natureza. Todos querem o carro do ano, roupas da estação, casa na praia, apartamento com vista para o mar... Tanto querer e nenhuma consciência para o que realmente faz parte do que deve ser considerado necessário. Aprender a procurar informação sobre o que realmente é importante é o que falta para grande parte da população; informações sobre outros estados e países são mais procuradas e discutidas nas mesas dos bares, enquanto a cidade é degradada e esquecida pela população residente. Mas é muito cansativo procurar por melhorias e lutar por elas, é mais viável assistir Globo e passar horas na internet vendo as novidades polêmicas no Youtube, ao invés de visitar instituições como a SEMURB (Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo) e IDEMA (Instituto de Defesa do Meio Ambiente) para constatar a realização dos trabalhos divulgados em prol do meio ambiente e bem estar da população de Natal-RN.

Cada vez mais a vaidade impera sobre as pessoas, valorizam o que há de artificial e esquecem de preservar o natural.

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