Funcionando há 1 ano e 6 meses, a feira agroecológica em Natal/RN desperta a curiosidade da população, mas ainda com poucos adeptos e conhecedores de produtos orgânicos. A feira funciona nas sextas-feiras e sábados, respectivamente nos bairros de Petrópolis e Lagoa Nova (num espaço cedido pela Universidade Federal). O Sr. Arnaldo Soares, fundador e presidente, há anos é agricultor e iniciou com outros pequenos agricultores esta feira, então o SEBRAE o convidou para presidí-la. Considera-se um defensor da natureza, pois começou a trabalhar com agricultura orgânica em sua propriedade. Trabalha o solo de forma adequada para um retorno positivo na saúde de sua família e de quem consome seus produtos. Afirma que a palavra “orgânica” é inadequada para o momento que vivemos em relação ao meio ambiente, devido a degradação do meio ambiente, ainda com soluções irreversíveis. Diz que poucos agricultores se comovem com sua ação, pois mostra na prática como agir de forma positiva para a preservação do meio ambiente.
- Como é a receptividade por parte da população?
Quando chega-se à cidade vemos que a população não conhece esse outro lado da agricultura, pois ainda não existe um órgão regulador nem um selo de qualidade que fiscalize e promova informações sobre a feira. Não há ainda uma boa divulgação à inexistência de um selo de qualidade, mas o valor a ser pago por este selo de qualidade vai além da renda mensal dos agricultores que ali expõem e vendem seus produtos, por isso não temos condições de regulamentar dessa forma nossos produtos.
- Como esta feira é divulgada na cidade?
A feira ainda não cresceu, devido eu não ir contra aos meus princípios. Esta feira foi organizada para produtores rurais, agricultura familiar e economia solidária. Quando se trata de agricultura familiar, a EMATER possui 18 hortas que servem à toda população de Natal, mas não vejo essa distribuição por parte de governo. Então penso que a cada 50 famílias de agricultores podem distribuir e abastecer um bairro da cidade. Com isso, todos estarão se alimentando de forma mais saudável e adquirindo uma melhor qualidade de vida.
Grande parte do público freqüentador é fiel e consciente, mas outros denomino de “público do modismo”, que procuram as frutas e verduras de sua preferência, e se não tem nunca mais voltam, dando preferência aos supermercados. Já os freqüentadores assíduos, mais conscientes de sua saúde, quando vêem que não tem a fruta ou verdura de sua preferência levam de outro tipo.
Primo pela qualidade dos produtos que vendo, mesmo sem selo de qualidade, pois se não quero me alimentar mal, também não quero que outras pessoas se alimentem.
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